Resistência insulínica e Recuperação Pós-operatória

Resistência à insulina se caracteriza pela insuficiência relativa do hormônio insulina no organismo, porém, pode ser prevenida e até curada. Quando uma pessoa se torna resistente à insulina, seu organismo tende a aumentar as taxas de açúcar (glicose) no sangue, podendo assim resultar em um estado de pré-diabetes ou mesmo em diabetes. É comum encontrar em pacientes pós -operatórios, aproximadamente até 3 semanas após operações abdominais eletivas e não complicadas, podendo chegar no seu pico entre o primeiro e o segundo dia  pós operatório. A resistência à insulina pode acontecer no pós operatório de qualquer cirurgia, seja ela de grande, médio ou pequeno porte, causando hiperglicemia independente do estado nutricional do paciente. Pode-se afirmar que a resistência à insulina é um ótimo marcador de estresse e a permanência do paciente no hospital está diretamente relacionado com esse marcador.

O jejum pré- operatório contribui para o aumento da resistência à insulina, piorando, dessa forma, o estresse metabólico perioperatório e quando prolongado, aumenta progressivamente a chance do cérebro consumir mais corpos cetônicos e menos glicose. Essa situação atrasa a recuperação do paciente devido ao aumento da resistência à insulina. 

Atualmente, encontramos estudos que mostram que a abreviação do jejum em diferentes cenários com bebidas contendo carboidratos e proteína do soro do leite, beneficia o paciente diminuindo a resposta inflamatória e a resistência à insulina.

O conhecimento dessas alterações associadas ao jejum, sugere a necessidade de se tentar minimizar o tempo de jejum pré- operatório, conforme recomendam as principais sociedades de anestesia, visto que a oferta de suplemento contendo Carboidrato é segura.

 

Fonte: Safe intake of an oral supplement containing carbohydrates and whey protein shortly before sedation to gastroscope. Nuts Hosp. 2014

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