Oferta proteica no paciente crítico

 

Apesar do notável avanço ocorrido nos últimos 30 anos, os cuidados aos pacientes críticos continuam sendo o maior desafio para todos os profissionais que atuam na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

As alterações do estado nutricional podem surgir como conseqüência do inadequado aporte de nutrientes ou como resultado de uma alteração do seu metabolismo. Em qualquer um dos casos segue-se a redução da massa corporal magra e a subseqüente perda de estrutura e funções dos órgãos e tecidos que a compõem. Em ambos os casos, a meta é prevenir que a desnutrição chegue a se converter em um co-fator importante na disfunção orgânica e na morbidade e mortalidade. Isto é possível quando se ofertam os nutrientes, ajustando-os em quantidade e qualidade para as exigências do hipermetabolismo, especialmente o catabolismo protéico, observado nessas circunstâncias.

Os estoques de proteínas tem caráter funcional dentro do corpo  humano,  o  que  exige  uma  ingestão  contínua  para  a manutenção da vida. A musculatura esquelética corresponde a aproximadamente 80% de toda a massa corpórea celular de um  indivíduo  saudável, o  estado crítico  agudo promove intensa  cascata  inflamatória,  que  ameaça  essas  reservas somáticas  e  pode  depletar  sensivelmente  a  musculatura esquelética. Essas considerações  reforçam as  recomendações  atuais de uma alta oferta proteica para o doente grave, onde as  novas  recomendações  de ingestão proteica para o doente crítico, giram em torno de 1,2 até 2 g ptn/kg por dia.

 

Fonte: Diretriz Brasileira de Terapia Nutricional no Paciente Grave - BRASPEN

Deixe seu comentário.