Alterações gástricas e a Terceira Idade - Qual o papel das enzimas digestivas?

 

A vida moderna permitiu que mais pessoas chegassem à terceira idade, e no futuro teremos cada vez mais idosos no mundo. Segundo dados do Fundo de Populações das Nações Unidas (Unfpa), atualmente uma em cada nove pessoas no mundo tem 60 anos ou mais. São 810 milhões de pessoas na terceira idade. Projeta-se que em menos de uma década esse número chegue a um bilhão e então duplique em 2050, quando os idosos serão 22% da população global. Também no Brasil a quantidade de idosos só aumenta. Em 2010 eles eram 10% da população, mas em 2050 deverão chegar a 30%, ou 64 milhões de pessoas.

Não há dúvidas de que a população com mais de 60 anos só aumenta no mundo todo, porém o que queremos saber é se as pessoas estão chegando na terceira idade com qualidade.

O processo de envelhecimento submete o organismo a diversas alterações funcionais e anatômicas, que irão repercutir nas condições de saúde e nutrição do indivíduo. Algumas dessas mudanças são progressivas e afetam a capacidade funcional do organismo, como a diminuição do metabolismo basal, perda ou ausência de peças dentárias, redistribuição da massa corporal, alterações no funcionamento digestivo, diminuição da percepção sensorial, sensibilidade à sede e diminuição da capacidade cognitiva. As alterações no aparelho digestivo quase sempre são ligadas a lentidão dos movimentos peristálticos, perda de enzimas digestivas, atrofia da mucosa gástrica com diminuição da produção de ácido clorídrico, baixa absorção de vitamina B12 e diminuição do tamanho do fígado.

Dentre os fatores metabólicos, as alterações gastrointestinais, hepáticas e renais merecem destaque. As alterações gastrointestinais ocorrem principalmente devido à alteração na estrutura e na função do estômago. Como consequência há diminuição da secreção salivar, redução da motilidade gástrica, queda na produção de suco e hormônios gástricos e enzimas digestivas. O resultado das alterações gastrintestinais é a deficiente absorção dos nutrientes, como a vitamina D, com consequente déficit na digestão, que se torna mais lenta e menos efeciente podendo também gerar mal-estar e  flatulência. 

Para melhorar essas desordens digestivas, amenizar intolerâncias alimentares e diminuir o desconforto gástrico, como flatulência e distensão abdominal, mal-estar e desconfortos intestinais a utilização de suplementação das enzimas digestivas é de extrema importância, pois contribui para uma melhor absorção de nutrientes e uma melhor digestão dos macronutrientes, assim, amenizando os distúrbios gastrointestinais apresentado pelos idosos.

 

Referências bibliográficas 

  1. Fundo de Populações das Nações Unidas - http://www.unfpa.org.br/novo/index.php/situacao-da-populacao-mundial
  2. Salgado JM. Nutrição na terceira idade. In: Brunet- ti, RF, Montenegro FLB. Odontogeriatria: noções e conceitos de interesse clínico. São Paulo: Artes Mé- dicas, 2002. p. 62-70.
  3. Sampaio LR. Avaliação nutricional e envelhecimen- to. Rev Nutr. 2004; 17(4): 507-514.
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