Diretriz Brasileira de Terapia Nutricional no Paciente Grave

 

No último dia 21/04, no XI Projeto Acerto realizado em São Paulo, foi apresentado em primeira mão a Diretriz Brasileira de Terapia Nutricional no Paciente Grave onde se encontram informações sobre triagem e avaliação nutricional do paciente grave. A Diretriz orienta que ferramentas de triagem nutricional devam ser aplicadas nessa população permitindo assim identificar indivíduos que estão desnutridos ou em processo de desnutrição, que se beneficiarão da TN mais precoce e individualizada. Já em relação qual o melhor método para avaliar as necessidades energéticas no paciente crítico, a calorimetria indireta (CI) foi recomendado pela diretriz como o padrão ouro para a avaliação do gasto energético de repouso (GER) dos pacientes críticos, devendo ser empregada sempre que disponível. Entretanto, equações preditivas são imprecisas para pacientes graves, podendo subestimar ou superestimar as suas necessidades energéticas. Na ausência da CI, as equações preditivas devem ser utilizadas com cautela.

Já quando se fala em oferta energética ideal, a Diretriz recomenda iniciar com uma oferta energética mais baixa, cerca de 15 a 20 kcal/kg/dia e progredir para 25 a 30kcal/kg/dia após o quarto dia dos pacientes em recuperação. Caso disponha de CI, a orientação é de ofertar na fase inicial 50 a 70% do gasto energético aferido.

Sobre a Dose de Nutrição Enteral (NE), a Diretriz recomenda utilizar NE hipocalórica / trófica ou plena em pacientes desnutridos ou de alto risco nutricional  somente se os mesmos apresentarem tolerância gastrintestinal. Para pacientes de baixo risco tanto a utilização de Nutrição hipocalorica / trófica quanto a plena podem ser realizadas.

Em relação a quantidade ideal de proteínas ofertadas, a Diretriz recomenda que doentes críticos recebam na maioria das vezes entre 1,5 e 2,0g/kg de proteína dia.

A utilização de Fibra na UTI também foi um tema abordado no documento e refere não haver evidências que suportem o uso rotineiro de fibras no paciente doente grave. Pacientes com diarréia persistente que estejam hemodinamicamente compensados e não tenham dismotilidade severa, pode-se considerar o uso de fibras solúveis.

Para acessar a Diretriz na íntegra, acesse o Jornal da BRASPEN.

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