Diabetes e Terapia Nutricional

 

 

 

O diabetes mellitus (DM) é uma doença metabólica que cursa com aumento dos valores de glicemia plasmática devido a ausência, de ciência e/ou resistência à ação do hormônio sintetizado pelas células betapancreáticas, a insulina. No DM tipo 1, a hiperglicemia é resultado da ciência na secreção de insulina, que progride para ausência absoluta deste hormônio. No DM tipo 2, a hiperglicemia ocorre tanto por resistência à ação da insulina como por deficiência na secreção deste hormônio. A insulina é um hormônio anabólico que está envolvido no metabolismo dos carboidratos, proteínas e lipídeos.

 

O tratamento nutricional é essencial para o controle do DM em pacientes internados ou ambulatoriais. Ele inclui a avaliação, o diagnóstico, a escolha e a implementação da terapia nutricional adequada, além do aconselhamento sobre o tratamento geral da doença.

O objetivo primordial durante a aplicação da terapia nutricional oral, enteral ou parenteral, em pacientes com DM, é manter a glicemia dentro dos níveis da normalidade e manter o estado nutricional adequado dos pacientes. Deve-se evitar, durante a terapia nutricional, o fornecimento energético excessivo, pois a hiperalimentação pode levar ao descontrole glicêmico.

A indicação da terapia nutricional em pacientes diabéticos segue as mesmas indicações dos pacientes não diabéticos. Porém, como estes pacientes normalmente seguem regime alimentar específico, muitas vezes é difícil para o paciente manter a mesma ingestão alimentar durante a estadia hospitalar. Existem fatores que podem interferir na manutenção do estado nutricional do paciente, como: aumento das necessidades nutricionais pelo estresse catabólico, uso de medicações que interferem na glicemia e no controle glicêmico e supressão do apetite induzida pela doença. Assim, a terapia nutricional deve ser ajustada sempre que o paciente não conseguir atingir seus objetivos nutricionais.

É primordial que as necessidades nutricionais destes pacientes sejam individualizadas. Os carboidratos, embora elevem a glicemia pós-prandial de forma mais acentuada do que as proteínas e lipídeos, devem fazer parte da composição nutricional de qualquer que seja a terapia nutricional instituída. Na terapia enteral podem-se utilizar as formulações-padrão específicas para Diabéticos em que os carboidratos preencham até 50% do valor calórico total (VCT) da formulação e é acrescido em fibras.

Além do controle glicêmico, que é a meta principal do tratamento nutricional, deve-se ter por objetivos:

  • manter níveis adequados de lípideos plasmáticos e de pressão sanguínea, com oferta adequada de energia, com intuito de melhorar e acelerar a recuperação;
  • utilizar terapias que tratem as doenças associadas ao DM, como hipertensão arterial, doença cardiovascular, dislipidemia e nefropatia;
  • utilizar plano alimentar nutricionalmente adequado, visando à melhora da saúde;
  • oferecer treinamento ao paciente para controle da glicemia e das complicações do DM.

 

 

Referência Bibliográfica: Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral Associação Brasileira de Nutrologia. Terapia Nutricional no Diabetes Mellitus.

 

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