Comparação entre avaliação subjetiva global e o novo diagnóstico nutricional proposto pela ASPEN em pacientes cirúrgicos

 

 

A desnutrição atualmente é definida, em termos simples, como qualquer alteração na fisiologia, na composição, ou na função de um organismo atribuível a uma dieta ou estado de doença que afeta negativamente o estado nutricional. A prevalência estimada de desnutrição entre pacientes cirúrgicos e/ou outros pacientes internados nos centros de saúde está na faixa de 30%-50%, dependendo da configuração e critérios que são utilizados. Esses pacientes desnutridos estão em maior risco de comorbidades, tempo de permanência hospitalar, readmissões mais frequentes e maior mortalidade em relação aos pacientes adequadamente nutridos.

A avaliação nutricional não diagnostica apenas a desnutrição, mas, também, é uma maneira de identificar pacientes que apresentam maior risco de sofrer complicações associadas ao estado nutricional durante sua internação. A avaliação subjetiva global (ASG) compreende um método que engloba aspectos subjetivos e objetivos do estado nutricional, incluindo componentes da história clínica e do exame físico. Em detrimento da importância da avaliação nutricional no paciente cirúrgico, foi realizado, ano passado, um estudo onde foi  comparado os diagnósticos nutricionais obtidos por meio da ASG, considerado padrão ouro, e o método de avaliação proposto pela ASPEN.

Foi observado maior prevalência de pacientes não desnutridos. O método proposto pela ASPEN apresentou boa sensibilidade e especificidade quando comparado ao método considerado padrão ouro, a ASG e, portanto, mostrou ser uma boa ferramenta para avaliação do estado nutricional dos pacientes, confiável e que transmite segurança, podendo ser utilizado na prática clínica em pacientes cirúrgicos.

 

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