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Contribuintes microbianos para o desenvolvimento, prevenção e terapia do Câncer Cólon Retal

 

Esse artigo mostra o papel da microbiota intestinal no desenvolvimento e proteção do Câncer do Cólon Retal. A proteção vêm a partir do aumento da produção de SCFA (ácido graxo de cadeia curta) e Taurina. Essa maior quantidade de SCFA no intestino, estimula a produção de Butirato, o qual regula as criptas de vilosidade que aumentam a produção de Peptídeo antimicrobiano (AMP) e Mucina.

A causa de todo o problema pode ser a toxicidade, a genotoxicidade, estímulo pró inflamatório gerado pelas bactérias, formação de biofilmes que induzem a doença inflamatória ou a disbiose da microbiota que podem gerar o aumento da IL-6, NFkB (fatores tumorais) e Th17.

As vias de causa do Câncer de Colón Retal, que estão relacionadas com o aumento do ROS (espécie reativa de hidrogênio) que causa inflamação crônica intestinal, por isso a importância da manutenção da homeostase da microbiota intestinal.

 

Fonte: Sporadic colorectal cancer: microbial contributors to disease prevention, development and therapy.

Aporte proteico nos pacientes oncológicos

 

Apesar da condição nutricional apresentar importante papel no tratamento de pacientes com câncer, somente 30 a 60% destes pacientes recebem terapia nutricional adequada, por meio do acolhimento nutricional, suplementos orais, nutrição enteral ou parenteral. E diante dessa informação, entendemos melhor a importância das diretrizes e guidelines no tratamento e recuperação desses pacientes  unificando prescrições e indicações. 

Quando falamos em necessidades protéicas sabemos que essa prescrição é individualizada e seu aporte se faz necessário para manter ou recuperar a massa magra. A quantidade de proteína ofertada tem a função de compensar a perda de  massa magra associada com condições inflamatórias e catabólicas devidos a doenças agudas e crônicas como o próprio Câncer.

As recomendações de ingestão proteica no paciente com câncer devem ser baseadas na condição clínica, estado nutricional e estágio da doença.

O cálculo das necessidades proteicas deve ser baseado no percentual do gasto energético total diário, lembrando que esse gasto energético em repouso do paciente com câncer pode estar aumentado e consequentemente a necessidade proteica desses pacientes também estará.  Esse percentual deve ficar em torno de 10-15%, podendo chegar até 20%.

Quando falamos em oferta proteica por g/kg/ dia , recomenda-se para o paciente com câncer, entre 1g/kg/dia a 2,0g/kg/dia, especialmente se a inflamação sistêmica estiver presente.

 

Fonte: Diretriz BRASPEN de terapia nutricional no paciente com câncer

Má nutrição no tratamento do Câncer


O câncer de esôfago é o oitavo câncer mais comum em todo o mundo, com uma sobrevida de em média 5 anos, e durante esse período, o estado nutricional desse paciente é desafiado pelos transtornos metabólicos induzidos pelo tumor e por tratamentos anticâncer. A desnutrição afeta até 80% dos pacientes e é multifatorial na etiologia. Os pacientes freqüentemente apresentam sintomas obstrutivos tardios, caquexia, perda de peso devido à doença localmente avançada.  

 A intervenção nutricional melhora o ganho de peso, o status de desempenho, a tolerabilidade do tratamento, a sobrevida global e a qualidade de vida desses pacientes.

Com o objetivo de identificar fatores prognósticos nutricionais e os resultados de sobrevida associados à intervenções nutricionais em pacientes oncológicos, o estudo SCOPE1 recrutou 258 pacientes para quimioterapia com ou sem Cetuximabe. A sobrevida global foi demonstrado como  significativamente pior em pacientes classificados com risco de desnutrição no início do estudo em comparação com pacientes sem risco. E os autores concluíram que o estado nutricional pobre, ou seja, pacientes de risco, estão associados a piores desfechos e a intervenção nutricional, que incluiu aconselhamento dietético, suplementação oral ou NE, pode melhorar a sobrevida desses pacientes.

Hoje há evidências suficientes para apoiar o conceito de que o manejo multimodal da caquexia pode estabilizar o estado nutricional independentemente da progressão tumoral.

 

Fonte: Role of nutritional status and intervention in oesophageal cancer treated with definitive chemoradiotherapy: outcomes from SCOPE1

60% dos pacientes oncológicos hospitalizados estão desnutridos

 


Levantamento realizado pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), ligado à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP, apontou que cerca de 60% dos pacientes atingidos pelo câncer apresentam risco nutricional. O estudo revelou ainda que grande parte desses pacientes já chegam para tratamento com quadro de desnutrição.

A desnutrição é prevalente em pacientes com mais de 60 anos, oncológicos ou aqueles submetidos a procedimentos cirúrgicos. Os pacientes com câncer sofrem muito com os efeitos colaterais dos tratamentos. Diversos tipos de câncer estão associados com significativa perda de peso e problemas nutricionais, que ocorrem na época do diagnóstico ou durante o tratamento. Nesta fase acontece a perda de peso, que está associada com pior sobrevida e na redução de resposta ao tratamento.

A detecção da desnutrição no início do tratamento oncológico e ação nutricional imediata estão significativamente associadas à cura da doença. Para conter e reverter esse quadro, o Instituto do Câncer utiliza ferramentas de triagem nutricionais, que vão desde a identificação do risco, o acompanhamento durante todo o tratamento e a disponibilização de suplementos alimentares. 

A indicação de complementos alimentares logo no início do tratamento reduz em cerca de 10% a taxa de mortalidade, ou seja, quanto antes intervirmos, maior é a chance de cura.

Essas ações podem evitar uma série de complicações, como uma pior resposta imunológica, atraso no processo de cicatrização, maior probabilidade de desenvolvimento de lesões por pressão, aumento do tempo de internação, risco de mortalidade e reincidência de internação.

 

Fonte: Secretaria de Estado da Saúde e Braspen