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A importância do DHA na gestação

O DHA (ácido docosahexaenoico) é o principal tipo de ômega-3 e traz benefícios para a saúde ao longo de toda a vida, que vão desde o desenvolvimento das estruturas do cérebro e da retina, a partir da gestação, até a prevenção do declínio cognitivo na fase adulta. É um nutriente que não pode faltar na alimentação da gestante, bem como das crianças. Trata-se de um ácido-graxo do tipo ômega 3, presente em altas quantidades em peixes de água fria (salmão e sardinhas), leite materno e gema de ovo.

O assunto é novidade entre as famílias, mas especialistas estudam o nutriente há dez anos. O consenso elaborado pela Associação Brasileira de Nutrologia padronizou as recomendações em relação ao consumo e à suplementação de DHA durante a gestação, lactação e infância. Para cada uma dessas fases, foram reunidas as mais recentes evidências com a opinião dos médicos, com o objetivo de apoiar a classe médica e de nutricionistas na hora de recomendar o consumo do nutriente.

A dieta materna é extremamente importante para o desenvolvimento cognitivo dos bebês, uma vez que é a única fonte de ácidos graxos, responsáveis pela formação do cérebro e dos olhos. Deve ser ingerido principalmente no último trimestre da gravidez, onde ocorre o maior acúmulo do mesmo. O consumo de DHA neste período é essencial na formação de todas as membranas celulares do sistema nervoso central, ajuda a prolongar gestações de alto risco, aumentar o peso do recém-nascido, comprimento e circunferência da cabeça ao nascimento, além de zelar da acuidade visual, coordenação mãos-olhos e atenção.

Para a ingestão deste nutriente, o consenso recomenda uma suplementação de 200 mg por dia, independentemente se a fonte for por meio de peixes ou os suplementos de DHA. Existe também a preocupação do uso de peixes de maneira criteriosa, uma vez que existem riscos de contaminação com metais pesados, e também a possibilidade dos animais que foram criados em cativeiro apresentarem um baixo teor de DHA.

No Brasil, tudo isso ainda é muito recente. Mas, lá fora, o DHA já é considerado essencial para o desenvolvimento infantil. A European Food Safety Authority (EFSA) aprovou, em maio de 2011, que três frases de saúde relativas ao DHA fossem impressas nos rótulos de alimentos fonte ou enriquecidos: “a ingestão de DHA contribui para o desenvolvimento de crianças com idade até 12 meses”; “a ingestão materna de DHA contribui para o desenvolvimento normal da visão do feto e de crianças amamentadas”; e “a ingestão materna de DHA contribui para o desenvolvimento normal do cérebro do feto e de crianças amamentadas.”

 

Referencias 

ASBRAN - Associação Brasileira de Nutrologia

VALENZUELA A, NIETO MS. [DOCOSAHEXAENOIC ACID (DHA) IN FETAL DEVELOPMENT AND IN INFANT NUTRITION]. REVISTA MEDICA DE CHILE. 2001;129(10):1203-11.

CARVER JD, BENFORD VJ, HAN B, CANTOR AB. THE RELATIONSHIP BETWEEN AGE AND THE FATTY ACID COMPOSITION OF CEREBRAL CORTEX AND ERYTHROCYTES IN HUMAN SUBJECTS. BRAIN RESEARCH BULLETIN. 2001;56(2):79-85.