RSS

Blog

Suplementação oral no pré e pós alta

 

 

A prevalência da desnutrição relacionada à doença em casas de repouso em geral excede a dos hospitais e ambulatórios. A Desnutrição surge de uma ampla gama de doenças, como neurológicas, cardiovasculares e condições respiratórias, e produz uma variedade de manifestações, como fraqueza, fadiga, perda de independência e depressão.  Também predispõe a úlceras por pressão, infecções, quedas e complicações de doenças crônicas.  Todos esses problemas podem atrasar a recuperação da doença e aumentar o risco de dependência

Como a desnutrição se manifesta de muitas maneiras diferentes, é difícil projetar estudos com resultados que são apropriados para todos.  

Alguns estudos mostram que o suporte nutricional de pacientes desnutridos que foram suplementados, que residem em casas de repousos, tiveram sua energia total ingerida e a sua qualidade de vida em maior medida quando comparados aos pacientes que receberem apenas aconselhamento dietético. Assim, mostrando a importância da suplementação no pós alta desses pacientes.

Quando falamos em suplementação pré alta, encontramos na literatura dados que apontam que a administração de suplementos via oral (VO) em pacientes desnutridos hospitalizados foi associada a uma menor taxa de readmissão hospitalar em 30 dias. Além disso, um menor intervalo entre a admissão hospitalar e a iniciação do suplemento VO foi associado a um menor tempo de internação hospitalar. Os dados apontam que a utilização do suplemento pode representar diminuição dos custos hospitalares, assim, mais uma vez, evidenciando a importância da suplementação VO no pré e pós alta dos pacientes desnutridos.

 

Fonte: Oral nutritional supplements in a randomised trial are more effective than dietary advice at improving quality of life in malnourished care home residents;  The Association between Oral Nutritional Supplements and 30-Day Hospital Readmissions of Malnourished Patients at a US Academic Medical Center.

A importância do uso dos alimentos hipoproteicos na adesão à dieta dos pacientes com Fenilcetonúria

 

Os alimentos hipoproteicos são parte importante do tratamento para quem vive com Fenilcetonúria. De acordo com os nutricionistas clínicos, uma dieta balanceada é o pilar mais importante para o tratamento desses pacientes. 

Na visão dos especialistas, os alimentos hipoproteicos favorecem na adesão ao tratamento dietoterápico e permitem que os níveis plasmáticos de fenilalanina fiquem em coeficientes aceitáveis.

Na opinião da consultora de nutrição da CMW Saúde, Maria Eugênia Gutheil, é de suma importância que o Governo Federal inclua estes alimentos aos indivíduos fenilcetonúricos. “Esses produtos por serem importados, acabam se tornando muitas vezes inacessível aos pacientes”, ressalta ela.

“Os pacientes com fenilcetonúria tem como parte principal do tratamento, a dieta. Essa dieta deve ser hipoproteica, ou seja, com teor reduzido de proteína, respeitando a tolerância do aminoácido Fenilalanina de cada paciente”, ressaltou a consultora de nutrição da CMW Saúde, Maria Eugênia Gutheil.

A introdução dos produtos hipoproteicos no cardápio desses pacientes proporciona uma melhor qualidade de vida, melhora a inclusão social destes pacientes e, consecutivamente, melhora a adesão à dieta.

“Por se tratar de uma dieta extremamente rigorosa, esses pacientes acabam tendo pouca opção de alimento e a adesão em muitos casos se torna comprometida”, concluiu.

Modulação Intestinal desde a gestação

 

 

A interação com a colonização de bactérias intestinais é essencial para o desenvolvimento intestinal e imunológico saudável na infância.  Avanços na compreensão das interações precoces hospedeiro-micróbio indicam que essa programação microbiana precoce começa no útero e é substancialmente modulada pelo modo de nascimento, antibióticos perinatais e amamentação.  Além disso, tornou-se evidente que este processo de colonização microbiana gradual, assim como a programação imune e metabólica pela microbiota, pode ter uma influência duradoura.

Modulação da interação precoce hospedeiro-micróbio pela intervenção probiótica materna durante a gravidez e a amamentação oferece uma nova ferramenta promissora para reduzir o risco de doenças. 

O parto vaginal parece não apenas fornecer uma exposição bacteriana substancial, mas também estimular interações saudáveis ​​entre micróbio e hospedeiro e o desenvolvimento imunológico. O estabelecimento da microbiota no período perinatal e na primeira infância pode ser considerado a última fase da organogênese, afetando não apenas a fisiologia gastrointestinal, mas também sistêmica.  Da mesma forma, a amamentação pode ser vista como uma extensão da orientação materna intra-uterina e proteção que facilita a sobrevivência e a programação saudável no mundo microbiano durante o início da vida.  Os vários componentes e funções do leite materno ressaltam as complexas interações entre o contato com micróbios, a dieta e a maturação imunológica, incluindo o estabelecimento e a manutenção da tolerância aos antígenos alimentares e à microbiota nativa.

A compreensão crescente da importância do contato microbiano durante os frágeis períodos da vida fetal, do parto e da infância para uma programação metabólica e imunológica saudável cria novas oportunidades para melhorar a saúde infantil e reduzir o risco de doenças na vida adulta.

 

Fonte: Microbial contact during pregnancy, intestinal colonization and human disease.

O papel emergente dos ácidos graxos ômega-3 como opção terapêutica nos transtornos neuropsiquiátricos

 

A prevalência de doenças neurológicas e psiquiátricas vem aumentando há décadas e a nutrição foi recentemente reconhecida como um fator importante para a prevenção e tratamento de transtornos neuropsiquiátricos.  Os ácidos graxos poliinsaturados ômega-3 (ácidos graxos n-3), eicosapentaenóico (EPA) e ácido docosahexaenóico (DHA) desempenham papéis críticos na função das células neuronais e na neurotransmissão, bem como reações inflamatórias e imunológicas que estão envolvidas nos estados de doença neuropsiquiátrica.  

Diversos estudos sugerem efeitos benéficos dos AGPIs n-3 em quase todas as condições médicas, incluindo distúrbios neurológicos e psiquiátricos. Tais estudos descobriram que populações árticas mais isoladas com estilos de vida e dietas tradicionais têm menores taxas de depressão, ansiedade e tendências suicidas do que populações menos isoladas ou não-árticas.  Esses achados foram associados a fatores relacionados à dieta, isto é, ingestão de n-3 PUFA.

O efeito dos PUFAs n-3 nos distúrbios neuropsiquiátricos é baseado em seu papel crucial no funcionamento das células neuronais.  O desequilíbrio lipídico nos processos bioquímicos intracelulares e nas membranas celulares neuronais pode levar a alterações no funcionamento cerebral que podem causar ou agravar distúrbios neuropsiquiátricos.

Uma conexão entre fatores nutricionais e distúrbios neuropsiquiátricos deve ser considerada.  Numerosos estudos epidemiológicos mostraram uma forte correlação entre o baixo status de PUFA n-3 e maior prevalência e gravidade de diferentes transtornos neuropsiquiátricos.  Atualmente, os PUFAs n-3 parecem ser mais úteis em abordagens preventivas de longo prazo do que no tratamento de episódios agudos. 

A medição de n-3 PUFAs no sangue para fins de diagnóstico, avaliação de risco e monitoramento de drogas terapêuticas é barata e já está disponível em muitos laboratórios.  O uso de n-3 PUFAs como uma opção terapêutica no tratamento de distúrbios neurológicos e psiquiátricos pode ainda ser incipiente, mas seu potencial terapêutico, perfil de segurança favorável, facilidade de administração e baixos custos de tratamento são promissores.  O número crescente de estudos clínicos e outros trabalhos de pesquisa sugerem que a suplementação com PUFAs n-3 pode desempenhar um papel maior no futuro tratamento de transtornos neuropsiquiátricos.

 

Fonte: The emerging role of omega-3 fatty acids as a therapeutic option in neuropsychiatric disorders. Ther Adv Psychopharmacol 2019, Vol. 9: 1–18

Ferramenta irá facilitar consulta de Fenilalanina

"A fenilcetonúria – ou PKU, como é conhecida mundialmente – é uma doença genética na qual ocorre aumento dos níveis séricos do aminoácido fenilalanina, causado pela atividade deficiente de uma enzima.

A fenilalanina é um aminoácido essencial para o organismo, mas sua ingestão deve ser rigorosamente controlada nos fenilcetonúricos. A elevação de fenilalanina no sangue tem efeito neurotóxico e suas sequelas são graves, porém podem ser evitadas, caso as crianças recebam assistência dietoterápica adequada precocemente.

O tratamento é essencialmente dietético e visa o controle dos níveis séricos da fenilalanina para que não atinjam valores neurotóxicos. A alimentação com baixo teor do aminoácido deve ser introduzida no primeiro mês de vida e mantida a vida inteira.

A Anvisa publicou, em 2010, a RDC 19, que obrigou as empresas fabricantes de alimentos com teor de proteína entre 0,1% a 5% informar à Agência a quantidade de fenilalanina. Com base nessas informações e nos dados de referência para produtos in natura, foi elaborada uma tabela que contém o teor de fenilalanina de 74 alimentos in natura e mais de 2.000 produtos industrializados.

Em dezembro de 2018, a Agência realizou uma oficina com representantes de associações de pacientes fenilcetonúricos e profissionais de saúde para avaliação da usabilidade da tabela. Com os materiais da oficina, a Anvisa elaborou uma proposta de apresentação do conteúdo de fenilalanina em alimentos por meio de um painel com opções de consulta.

A ferramenta reúne informações sobre o teor do aminoácido nos alimentos, auxiliando os profissionais de saúde que acompanham os fenilcetonúricos e promovendo melhora na qualidade de vida desses pacientes."

 

 

ACESSE A FERRAMENTA PELO LINK:

https://app.powerbi.com/ 

 

Texto retirado do site da Anvisa