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PRIORIDADES CLÍNICAS PARA O MANEJO NUTRICIONAL PARA TODAS AS PESSOAS COM DIABETES

 

Existe uma ampla gama de abordagens de planejamento de refeições para diabetes ou padrões alimentares clinicamente eficazes e muitos deles incluem um componente reduzido de ingestão de energia. Não há uma porcentagem ideal de calorias provenientes de carboidratos, proteínas ou gorduras que seja ideal para todas as pessoas com diabetes.

O objetivo da terapia nutricional deve ser desenvolvido em colaboração com o indivíduo com diabetes e ser baseado em uma avaliação dos padrões atuais de alimentação, preferências e metas metabólicas.

Uma vez concluída uma avaliação completa, o papel do profissional de saúde é facilitar a mudança de comportamento e atingir as metas metabólicas, atendendo às preferências do paciente, o que pode incluir permitir que o paciente continue seguindo seu padrão atual de alimentação. Se o indivíduo quiser experimentar um padrão alimentar diferente, isso também deve ser apoiado pela equipe de saúde. Várias teorias e estratégias de mudança de comportamento podem ser usadas para adaptar intervenções nutricionais para ajudar o indivíduo a alcançar resultados específicos de saúde e qualidade de vida.

Múltiplas abordagens de planejamento alimentar e padrões alimentares podem ser eficazes para atingir metas metabólicas. Exemplos incluem contagem de carboidratos, escolhas alimentares saudáveis/planos de refeições simplificados (ou seja, o Método da Placa), métodos individualizados de planejamento de refeições baseados em porcentagens de macronutrientes, lista de trocas para planejamento de refeições, índice glicêmico e alimentações padrões incluindo estilo Mediterrâneo, DASH, vegetariano ou vegan, baixo teor de carboidratos e baixo teor de gordura. A abordagem de planejamento de refeições ou padrão alimentar deve ser selecionada com base nas preferências pessoais e culturais do indivíduo. Isso pode precisar ser ajustado ao longo do tempo com base nas mudanças nas circunstâncias da vida, nas preferências e no curso da doença.

Existem muitas abordagens diferentes para a terapia nutricional e padrões alimentares eficazes para os resultados desejados de um melhor controle glicêmico e redução do risco de DCV entre indivíduos com diabetes. A avaliação da evidência nutricional é complexa, uma vez que múltiplos fatores dietéticos influenciam o controle glicêmico e os fatores de risco para DCV, e a influência de uma combinação de fatores pode ser substancial. Lacunas na literatura continuam a existir e mais pesquisas sobre nutrição e padrões alimentares são necessárias em indivíduos com diabetes tipo 1 e tipo 2.

 

Diretrizes SBD - Princípios para orientação nutricional no diabetes mellitus, 2014-2015

Avaliação do risco de desenvolvimento de desnutrição em crianças hospitalizadas

 

 

O risco de desnutrição é potencialmente elevado em crianças hospitalizadas por diversos motivos, onde os mais relevantes são pelo aumento das necessidades energéticas, pela redução do apetite, pelo uso de drogas e pela dieta negligenciada.  Quanto mais precocemente for identificado o Risco Nutricional, a chance de reversão da desnutrição aumenta e o tempo de internação diminui.

Um estudo recém publicado na revista Nutrition, investigou a prevalência de risco de desnutrição em pacientes pediátricos usando como ferramentas de triagem nutricional STRONGkids (Screening Tool Risk on Nutritional Status andGrowth) e PYMS (Pediatric Yorkhill Malnutrition Score). Os objetivos apresentados pelo estudo, foram:

1. Verificar o estado nutricional, através de medidas antropométricas, no momento da admissão e identificar fatores relacionados;

2. Determinar mudanças antropométricas durante a hospitalização e comparar essas alterações com as características do paciente;

3. Determinar os resultados das ferramentas de triagem de PYMS e STRONGkids e combiná-los com as medidas antropométricas e com os fatores que os afetam durante uma internação hospitalar.

Participaram do estudo 1513 crianças internadas em 37 hospitais, de 26 cidades de diferentes regiões da Turquia, onde tiveram suas medidas antropométricas coletadas na admissão e na alta hospitalar. Após a coleta das medidas antropométricas, o Z-score para altura para a idade, Z-score peso para a idade, Z-score peso para a altura e Z-score índice de massa corporal para a idade foram avaliados.

Foi encontrado um Z-score < -2 para IMC para a idade em 9,5% da amostra na admissão. Quanto ao índice de peso para a comprimento/altura, 11,2% da amostra estava em Z-score < -2. Segundo STRONGkids, a proporção de pacientes portadores de doenças crônicas com alto risco nutricional foi maior do que de pacientes com médio e baixo risco (91% comparado com 47 e 45%, respectivamente). Segundo PYMS, pacientes com alto risco nutricional têm mais doenças crônicas do que pacientes com médio ou baixo risco (55 e 44%, respectivamente). Todos os pacientes foram triados através das duas ferramentas descritas no trabalho. Em ambas, pacientes com doenças crônicas apresentaram alto risco nutricional e longa permanência hospitalar. Acreditasse que esse resultado seja em consequência da maior frequência de complicações em pacientes com doenças crônicas, pelo maior tempo de hospitalização e pelo fato do estado nutricional ter sido negligenciado.

Assim, mostrando a importância da triagem Nutricional em todos os pacientes internados, independente do motivo de sua internação e patologia.

 

Fonte: Beser, et al. Evaluation of malnutrition development risk in hospitalized children. Nutrition. November 29, 2017.