RSS

Blog

A prescrição de Suplementação oral para pacientes críticos: uma estratégia para redução das taxas de readmissão hospitalar

 

Conforme a Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral - SBNPE, as readmissões hospitalares constituem um problema frequente nas unidades de internação. A SBNPE enfatiza que enquanto as taxas de mortalidade nas UTIs apresentaram queda significativa nos últimos anos, as taxas de readmissão permanecem relativamente constantes. Assim, mostrando a importância da terapia nutricional precoce, a qual colabora para reduzir a desnutrição, as complicações , mortalidade e readmissão. Existem alguns estudos que mostraram a prescrição de suplemento oral associado à dieta oral convencional, diminuindo significativamente o número de readmissões hospitalares, principalmente entre os pacientes críticos, desnutridos e idosos.

A função imune apresenta-se prejudicada pela desnutrição, e ao associar os suplementos orais à dieta convencional podemos favorecer a melhora clínica do paciente. Os suplementos orais são hipercalóricos, hiperproteicos, saborosos, fácil de ingerir e contém nutrientes específicos como vitaminas, minerais, oligoelementos e imunonutrientes e contribuem para a melhora da resposta imunoinflamatória, antioxidativa e na cicatrização de feridas.

A SBNPE apresentou uma meta-análise com 852 pacientes que mostrou uma redução significativa da taxa de readmissão hospitalar de 59% para os pacientes que receberam suplementação oral comparado com os em tratamento de rotina. Outra meta-análise mostrou uma redução de aproximadamente 23% na taxa de readmissão, mostrando assim, a importância da utilização dos suplementos orais, que além de ser uma estratégia simples, resulta em melhora clínica e nutricional reduzindo as complicações e as taxas de readmissão.

 

Fonte: Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral - SBNPE

Suplementos alimentares: Limites mínimos de nutrientes recomendados pela Anvisa

 

O principal objetivo desse critério é garantir que os suplementos forneçam uma quantidade significativa dos nutrientes presentes e sejam eficazes para os efeitos alegados.  Para definição dos limites mínimos dos nutrientes, são utilizadas as diretrizes do Codex Alimentarius, que preconizam uma quantidade mínima de 15% da IDR da FAO/OMS, na recomendação diária indicada pelo fabricante. Entretanto, os valores de IDR da FAO/OMS são substituídos por recomendações mais atuais destes organismos ou de outras instituições internacionais reconhecidas.   No caso das vitaminas, minerais, carboidratos, fibras alimentares e ácido linoleico e ácido linolênico, são usados como referência determinadas publicações do IOM. Para proteínas, aminoácidos, EPA e DHA, adota-se algumas publicações da FAO/OMS.  Em função da variabilidade na sensibilidade dos diferentes grupos populacionais e da importância de garantir um aporte mínimo para os indivíduos com maior necessidade, são usados os maiores valores de IDR dentro de cada grupo populacional definido na proposta.  Os grupos populacionais da proposta são definidos por meio do agrupamento dos grupos que têm recomendações nutricionais similares.  

 

Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa