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Suplementos alimentares devem conter bom estímulo visual, além de aroma e sabor mais intensos

Pacientes com ingestão alimentar abaixo das necessidades nutricionais que necessitam de suplementos alimentares normalmente apresentam inapetência e o uso de suplementos que tenham maior intensidade de sabor e doçura é interessante, pois esses indivíduos desnutridos têm menor palatabilidade, o que, consequentemente, reduz a ingestão alimentar.

O estudo publicado em 2014 na revista Semina: Ciências Biológicas e da Saúde observou que, suplementos com cor, aroma e sabor mais intensos são mais interessantes para pessoas com doenças infecciosas agudas ou agudizadas.

O estudo explica que os suplementos alimentares são indicados quando a ingestão alimentar não supre as necessidades do organismo, situação mais frequente em pacientes com doenças infecciosas e crônicas, pois, nessas condições, o gasto energético aumenta, enquanto o apetite diminui.

Os resultados mostram que, as características sensoriais deveriam ser mais intensas, uma vez que pacientes em processos infecciosos apresentam anorexia transitória, o que reduz a vontade de comer. 

Leia o artigo na íntegra em: http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/seminabio/article/view/16953/16230.

Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)

Nutrição na alta hospitalar

 

A orientação da alta hospitalar tem como objetivo iniciar a reeducação alimentar no paciente diminuindo assim o risco de reinternação por motivos nutricionais. O planejamento da alta hospitalar é importante porque traz benefícios para os pacientes, profissionais de saúde e cuidadores.

Pacientes que recebem orientações de nutrição enteral, ao voltarem para a casa devem continuar a terapia conforme a prescrição do nutricionista responsável, sempre observando os seguintes cuidados:

 

1. Lembrar de lavar bem as mãos com água e sabão neutro e preferencialmente secá-las com papel toalha;

2. Elevar a cabeceira da cama em 15 cm durante a administração da dieta;

3. Manter o paciente nessa posição por 30 minutos após o término da administração;

4. Antes de iniciar a dieta lavar a sonda com 20 mL de água (usando a seringa);

5. Encaixar o frasco com a dieta e o equipo a sonda do paciente e iniciar o gotejamento;

6. Administrar a dieta em temperatura ambiente com o gotejamento conforme a prescrição nutricional;

7. Quando terminar a administração da dieta, lavar a sonda com 20 mL de água (com auxílio da seringa); 

 

No entanto, o seguimento de cuidados no ambiente domiciliar depende, em grande parte, das orientações recebidas na alta hospitalar. Essas orientações compreendem ações programadas de acordo com as necessidades de cada paciente. Assim, um programa de alta visa auxiliar a recuperação do paciente, minimizar inseguranças e proporcionar melhor qualidade de vida familiar e social, bem como prevenir complicações e/ou comorbidades e evitar reinternações.

Relação Pele Intestino

 

Mais de 70 anos se passaram desde que os dermatologistas John H. Stokes e Donald M. Pillsbury propuseram um mecanismo gastrointestinal para a sobreposição entre depressão, ansiedade e condições da pele, como a acne. Os pesquisadores hipotetizaram que os estados emocionais podem alterar a microflora intestinal normal, aumentar a permeabilidade intestinal e contribuir para a inflamação sistêmica. Entre os remédios defendidos por Stokes e Pillsbury estavam as culturas de Lactobacillus acidophilus. Muitos aspectos dessa teoria unificadora da pele do cérebro foram recentemente validados. A capacidade da microbiota intestinal e dos probióticos orais para influenciar a inflamação sistêmica, o estresse oxidativo, o controle glicêmico, o conteúdo lipídico dos tecidos e mesmo o próprio humor, podem ter importantes implicações na acne. Leia mais no artigo mencionado a seguir, onde é fornecida uma perspectiva histórica para as investigações contemporâneas e as implicações clínicas da conexão do intestino-cérebro-pele na acne.

Whey Protein Isolate - Praticidade e Segurança na medida certa

 

Whey Protein Isolate é uma fonte de proteínas de alto valor biológico, obtida a partir das proteínas do leite. Apresenta alta solubilidade em água, excelente digestibilidade e não altera o sabor dos alimentos. Contribui para a manutenção e aumento da massa muscular, melhora o balanço nitrogenado; atua na síntese proteica e no sistema imune. Indicado na prevenção e tratamento de fraqueza adquirida em ambiente hospitalar, sarcopenia e desnutrição.

 

Por ter sua apresentação em forma de sachê, apresenta como benefícios praticidade de uso a “beira do leito” e otimização de rotinas e processos de manipulação. É extraído por elevado processo tecnológico de isolamento de proteínas envolvendo ultrafiltração, microfiltração e nanofiltração e possui 92% de proteína de alto valor biológico com baixa dosagem de sódio.

 

Recuperação do Paciente Cirúrgico - Imunonutrição

 


O preparo do paciente deve ser feito de forma precoce e continuar durante e pós cirurgia. Para isso, é importante uma equipe multidisciplinar para avaliar o paciente como um todo. A avaliação do estado nutricional faz parte do planejamento operatório e muitas vezes se torna neglicenciada fazendo com que haja uma dissociação entre recomendações de estudos e a prática clínica.

Para ajudar na imunonutrição desse paciente pós trauma cirúrgico, principalmente pós cirurgias de grande porte, onde a resposta inflamatória é maior, alguns nutrientes específicos são utilizados para modular essa resposta inflamatória e promover a síntese proteica, como a Arginina, os Ácidos Graxos Ômega 3 e os Nucleotídeos. Esses nutrientes agem estimulando o sistema imunológico, responsável pela defesa do nosso organismo aos agentes agressores. 

A Arginina aumenta a atividade dos linfócitos e macrófagos, assim como, participa da síntese de óxido nítrico e da síntese de colágeno agindo direto na cicatrização. Em relação aos Ácidos Graxos Ômega 3, principal moduladores da resposta inflamatória, os mesmos alteram a composição da membrana celular e a produção de citocinas, além de participarem da síntese de mediadores inflamatórios, como leucotrienos, prostaglandinas e tromboxanos. Já os Nucleotídeos apresentam relação com a produção de DNA e RNA.

Existem evidências de que se atuarmos no pré e pós operatório, esse paciente terá redução de complicações infecciosas e de feridas operatórias; redução do tempo de internação hospitalar e custos, além disso, redução dos níveis dos marcadores inflamatórios (PCR e IL-6). Dezesseis meta-análises e revisões sistemáticas em pacientes cirúrgicos nos últimos 20 anos tem demonstrado vantagens do uso de uma dieta imunomoduladora  pré e pós operatória.

Hoje em dia, encontramos nos Guidelines para cirurgia recomendações de uso de fórmula imunomoduladora na redução de infecções, tempo de internação hospitalar e de outras complicações em pacientes submetidos à cirurgias.

 

Probióticos na saúde da mulher

 

A atuação dos probióticos na saúde da mulher representa uma área de pesquisa em plena expansão. A terapêutica com probióticos é considerada como natural e ressurgiu como prevenção e tratamento de infecções do trato gastrointestinal e urogenital.

A vulvovaginite por Candida albicans, a vaginose bacteriana e a infecção do aparelho urinário são patologias de elevada prevalência na população feminina, contra as quais os lactobacilos demonstraram ter uma função preventiva muito importante. O uso de probióticos deve ser considerado em mulheres com candidíase recorrente e naquelas com contraindicações ou efeitos adversos a terapêutica antifúngica. Os probióticos também podem ser indicados sempre que seja necessária a administração de antibióticos, para diminuir os riscos de vulvovaginite por cândida, associado a perturbações da microflora protetora vaginal pelo antibiótico.

A depleção de lactobacilos na vaginose bacteriana favorece a recolonização com micro-organismos patogênicos, permitindo as recorrências. Estudos clínicos randomizados sugerem que a administração oral de Lactobacillus acidophilus é capaz de aumentar o número de lactobacilos vaginais, restaurar a flora microbiota vaginal e melhorar as taxas de cura nas mulheres tratadas com probióticos associados à terapêutica específica.

Embora a vaginose bacteriana e a vulvovaginite por cândida sejam patologias muito frequentes, são escassos os estudos duplo cegos, randomizados, com grupo controle com placebo, que avaliem a eficácia dos probióticos nestas infecções.

Atualmente, já dispomos de produtos de excelência, que aliados a hábitos saudáveis de vida e alimentação adequada, contribuem para melhorar a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida dos seres humanos.

 

Nutrição aplicada à Prevenção e ao Tratamento da Lipodistrofia Ginóide - “Celulite”

 

A lipodistrofia ginóide, popularmente conhecida como “celulite”, trata-se de uma desordem estética comum no sexo feminino, acometendo de 85 a 98% das mulheres pós-púberes. Esta desordem afeta a derme e hipoderme, com alterações vasculares e formação de fibroses, podendo gerar desconforto e dor quando em graus avançados. 

Schunck et al, em um estudo clínico duplo-cego e controlado com placebo, investigaram a eficácia dos peptídeos de colágeno hidrolisado. Avaliaram a ondulação da pele, a densidade dérmica e o comprimento da borda subcutânea em mulheres acima do peso e com peso normal. O tratamento com o colágeno levou a uma diminuição estatisticamente significativa no grau de celulite e a uma menor ondulação da pele nas coxas em mulheres com peso normal. Além disso, a densidade dérmica foi significativamente melhorada em comparação com o placebo. 

A suplementação dietética com péptidos de colágeno demonstrou um efeito particularmente estimulante no metabolismo celular dérmico, melhorando a biossíntese das proteínas da matriz extracelular e, conseqüentemente, restaurando a estrutura dérmica. Acredita-se que o colágeno atua na melhora do sistema linfático, ajudando o fluxo da linfa e, com isso, a carregar mais facilmente as toxinas. Além disso, o colágeno também garante melhor elasticidade e hidratação da pele.

 

Proksch, E. Oral Intake of Specific Bioactive Collagen Peptides Reduces Skin Wrinkles and Increases Dermal Matrix Synthesis; Skin Pharmacol Physiol, 2014

A prescrição de Suplementação oral para pacientes críticos: uma estratégia para redução das taxas de readmissão hospitalar

 

Conforme a Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral - SBNPE, as readmissões hospitalares constituem um problema frequente nas unidades de internação. A SBNPE enfatiza que enquanto as taxas de mortalidade nas UTIs apresentaram queda significativa nos últimos anos, as taxas de readmissão permanecem relativamente constantes. Assim, mostrando a importância da terapia nutricional precoce, a qual colabora para reduzir a desnutrição, as complicações , mortalidade e readmissão. Existem alguns estudos que mostraram a prescrição de suplemento oral associado à dieta oral convencional, diminuindo significativamente o número de readmissões hospitalares, principalmente entre os pacientes críticos, desnutridos e idosos.

A função imune apresenta-se prejudicada pela desnutrição, e ao associar os suplementos orais à dieta convencional podemos favorecer a melhora clínica do paciente. Os suplementos orais são hipercalóricos, hiperproteicos, saborosos, fácil de ingerir e contém nutrientes específicos como vitaminas, minerais, oligoelementos e imunonutrientes e contribuem para a melhora da resposta imunoinflamatória, antioxidativa e na cicatrização de feridas.

A SBNPE apresentou uma meta-análise com 852 pacientes que mostrou uma redução significativa da taxa de readmissão hospitalar de 59% para os pacientes que receberam suplementação oral comparado com os em tratamento de rotina. Outra meta-análise mostrou uma redução de aproximadamente 23% na taxa de readmissão, mostrando assim, a importância da utilização dos suplementos orais, que além de ser uma estratégia simples, resulta em melhora clínica e nutricional reduzindo as complicações e as taxas de readmissão.

 

Fonte: Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral - SBNPE

Suplementos alimentares: Limites mínimos de nutrientes recomendados pela Anvisa

 

O principal objetivo desse critério é garantir que os suplementos forneçam uma quantidade significativa dos nutrientes presentes e sejam eficazes para os efeitos alegados.  Para definição dos limites mínimos dos nutrientes, são utilizadas as diretrizes do Codex Alimentarius, que preconizam uma quantidade mínima de 15% da IDR da FAO/OMS, na recomendação diária indicada pelo fabricante. Entretanto, os valores de IDR da FAO/OMS são substituídos por recomendações mais atuais destes organismos ou de outras instituições internacionais reconhecidas.   No caso das vitaminas, minerais, carboidratos, fibras alimentares e ácido linoleico e ácido linolênico, são usados como referência determinadas publicações do IOM. Para proteínas, aminoácidos, EPA e DHA, adota-se algumas publicações da FAO/OMS.  Em função da variabilidade na sensibilidade dos diferentes grupos populacionais e da importância de garantir um aporte mínimo para os indivíduos com maior necessidade, são usados os maiores valores de IDR dentro de cada grupo populacional definido na proposta.  Os grupos populacionais da proposta são definidos por meio do agrupamento dos grupos que têm recomendações nutricionais similares.  

 

Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa

Fórmulas Enterais na Pediatria

 

Nutrição Enteral é predominantemente oferecida como formulações líquidas prontas para alimentação, embora existam algumas preparações em pó que são misturadas em água ou leite antes da oferta. Os produtos disponíveis para crianças podem ser classificados como "fórmulas enterais" ou “suplementos alimentares". As fórmulas enterais fornecem uma mistura equilibrada de todos os nutrientes essenciais necessários para atender as necessidades nutricionais. As fórmulas enterais são projetadas para servir como a única fonte de nutrição, mesmo durante períodos prolongados de tempo. O conteúdo de todos os nutrientes essenciais em tais formulações geralmente deve fornecer pelo menos 100% da ingestão de referência da população para indivíduos saudáveis ​​da faixa etária alvo, relacionados ao suprimento de energia usual para esse grupo. 

As fórmulas poliméricas são geralmente baseados em proteínas do leite de vaca, servindo como formulações padrão para alimentação oral e ou por sonda e adequadas para a maioria dos pacientes.

As fórmulas de baixo teor molecular são fórmulas com oligopéptidos derivados de hidrolisados ​​de proteínas, e os alimentos elementares são baseados em aminoácidos livres. Por falta de palatabilidade, as fórmulas de baixo peso molecular geralmente são administradas por sonda.

As fórmulas entéricas geralmente não são livres de glúten, e a maioria é livre de lactose ou contém apenas pequenas quantidades de lactose. A Isosmolalidade (300 - 350 mOsm / kg) é considerada preferível porque as fórmulas com alta osmolalidade podem induzir diarréia em alguns pacientes com patologia intestinal. 

As fórmulas com fibra dietética são apropriadas para a maioria dos pacientes. A fibra e seus produtos de fermentação (ácidos graxos de cadeia curta) têm potenciais efeitos benéficos sobre a fisiologia intestinal e na prevenção de diarréia e constipação. O uso de uma mistura de fibras não fermentáveis ​​e fermentáveis ​​tem sido sugerido como uma abordagem preferível.

As fórmulas com alto teor de gordura que fornecem mais de 40% do conteúdo energético como lipídios e, portanto, com cargas glicêmicas reduzidas podem proporcionar benefícios em pacientes com metabolismo do estresse (resistência à insulina, hiperglicemia, septicemia, queimaduras) e pode reduzir a produção de CO2. A substituição de parte do teor de gordura por triglicerídeos de cadeia média (óleos TCM) pode ser uma vantagem em pacientes com formas severas de má digestão e/ou malabsorção de gordura (colestase grave, insuficiência pancreática, interrupção da circulação biliar enterohepática).

Em relação ao uso das fórmulas imunomoduladoras na Pediatria, ainda desconhecemos os seus  reais benefícios.

Os suplementos alimentares recomendados devem ser administrados apenas como adição a outros alimentos quando é necessário aumentar a energia total e a ingestão de substrato. Hoje em dia, ainda apresentamos uma necessidades de pesquisa com suplementos em crianças. Somente dados limitados estão disponíveis sobre os efeitos do uso de diferentes formulações em pacientes pediátricos. A adição de novos componentes e outras modificações importantes das fórmulas entéricas devem ser avaliadas em relação à sua adequação e benefício em estudos clínicos controlados.