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Probióticos, Prebióticos e a Microbiota Intestinal: evidências científicas

 

A ciência em torno do conceito de probióticos e prebióticos continua a se desenvolver. Pesquisas têm contribuído para o entendimento da importância dos organismos comensais gastrointestinais e sua relação simbiótica com os seres humanos. A continuidade das pesquisas a respeito da microbiota certamente ajudará a esclarecer melhor o impacto de probióticos e prebióticos na saúde humana.

Nas últimas décadas, pesquisas demonstraram possíveis benefícios de probióticos e prebióticos alimentares sobre a saúde e contribuíram para nossa compreensão dos mecanismos que possibilitam esses efeitos. O impacto mais frequentemente relatado dos probióticos e prebióticos é sobre a função intestinal, incluindo o tempo de trânsito e diarreia infeciosa. Continuam surgindo evidências de que os probióticos e prebióticos têm influência no sistema imunológico e, portanto, podem melhorar a resistência a infecções, principalmente do trato gastrointestinal e respiratório, e ajudar a diminuir alergias, principalmente em bebês e crianças pequenas. Há cada vez mais dados sobre o potencial de probióticos e prebióticos de impactar outros quadros do trato gastrointestinal, como Doença do Intestino Irritável, Síndrome do Intestino Irritável e câncer de cólon. No caso dos prebióticos, espera-se que seja comprovado como um benefício para a saúde óssea papel bem estabelecido dessas substâncias na melhora da absorção de cálcio. 

Outros papéis importantes estabelecidos para os pró e prebióticos são no controle do apetite e do peso, ação anti-inflamatória em quadros que vão além do intestino, como doença cardiovascular, obesidade e síndrome metabólica.

 

Fonte: ILSI Europe. ILSI Europe Concise Monograph Probióticos, Prebióticos e a Microbiota Intestinal. ILSI Europe, Brasil, 2013.

A importância do planejamento da alta hospitalar

O planejamento da alta hospitalar é uma característica rotineira dos sistemas de saúde em muitos países. O objetivo do planejamento é reduzir a duração da permanência e da readmissão hospitalar não planejada. O plano individualizado pode promover reduções do tempo de permanência hospitalar e das taxas de readmissão para pessoas idosas internadas com diagnóstico clínico.

O início da educação e do treinamento deve começar a partir do momento em que a Nutrição Enteral Domiciliar é decidida. Deve começar no hospital ou no serviço de saúde e continuar no domicílio. As orientações precisam ser claras, objetivas e adequadas à escolaridade dos familiares e/ou cuidadores. As intervenções devem ser multiprofissionais.

A continuação dos cuidados que o paciente recebeu no hospital pode ser interrompida se não houver educação continuada. Na prática, pacientes e familiares e/ou cuidadores raramente recebem treinamento adequado sobre os cuidados nutricionais pela equipe do hospital.

Conforme Ashbaugh R, as informações essenciais que devem constar no programa de educação e treinamento sobre Nutrição Enteral Domiciliar (NED) são: 

  • O motivo da indicação da NED;
  • Os cuidados da via de acesso que se decidiu estabelecer;
  • Como se manipula e armazena a dieta enteral orientada;
  • O manejo do método de administração da NED;
  • Condutas em vigência das complicações mais frequentes;
  • Onde procurar ajuda no caso de complicações.

 

Fonte: Ashbaugh R. Nutr Hosp. 2014; 29 Supplement 3:28-33

Diarreia e vômitos em pacientes sob Nutrição Enteral, a culpa é da dieta?

 

 

Frequentemente na prática clínica nos defrontamos com essa situação: o paciente sob uso de Nutrição Enteral (NE) apresentando sintomas gastrointestinais, especialmente diarréia ou vômito, e tem a dieta suspensa como primeira medida.

Apesar de ser conduta frequente, os estudos mostram que as medicações utilizadas pelo paciente são as principais responsáveis por tais sintomas. Um estudo brasileiro apontou que, dos 38,9% de pacientes sob NE que apresentaram diarreia, esta estava relacionada com o uso de medicações em 80,5% dos casos. Por sua vez, dos 16,8% de pacientes que apresentam vômitos, em 87,6% a causa também era a medicação em uso.

Outros fatores que possam estar relacionados com o surgimento de diarréia são: redução da superfície absortiva, edema de alça intestinal, redução do tempo de trânsito, hipersecreção gástrica ou colônica e supercrescimento bacteriano. A alta osmolaridade da fórmula de NE aparece como agente causador em menos de 20% dos casos.

 

Nutrição Enteral Domiciliar: tolerância, segurança e eficácia

 

 

Há mais de duas décadas estão disponíveis recursos completos para a prática da Nutrição Enteral no Brasil que incluem dietas prontas para uso com composição definida e permitem uma terapia nutricional enteral segura e confiável, com qualidade e controle, tanto no ambiente hospitalar quanto no domicílio.

A idéia de que as dietas artesanais são mais baratas quando comparadas com as dietas enterais industrializadas é defendida por muitos. No entanto, há evidências de que com as dietas artesanais a contaminação pode ser maior, assim como a instabilidade física e química por serem manipuladas. A densidade ideal de calorias e proteínas é difícil de alcançar, enquanto o perfil de macro e micronutrientes raramente atende a todas as exigências dos pacientes.

Para a seleção de dietas enterais, as fórmulas com densidade energética normal e com baixa osmolalidade são propostas para a maioria dos adultos e idosos que recebem Nutrição Enteral Domiciliar com boa tolerância. A maioria das fórmulas padrão satisfaz 100% da ingestão dietética de referência de vitaminas e minerais, quando fornecidas em volume adequado. De fato, as fórmulas enterais industrializadas apresentam mais tolerância, segurança e eficácia quando comparadas as dietas artesanais.

Colágeno hidrolisado e treinamento de resistência na melhora da força muscular em homens com sarcopenia

 

A suplementação de proteínas em combinação com treinamento de resistência pode aumentar a massa e a força muscular em indivíduos idosos. Zdzieblik et al, com o objetivo de avaliar a influência da suplementação proteica com peptídeos de colágeno pós-exercício de resistência na massa e função muscular em idosos com sarcopenia realizou um estudo onde todos os participantes apresentaram níveis significativamente mais elevados para massa livre de gordura, massa óssea, força isocinética do quadríceps e controle sensorial motor após um programa de treinamento. Níveis mais baixos de massa gorda também foram encontrados nos participantes. A suplementação com peptídeo de colágeno em combinação com treinamento de resistência melhorou ainda mais a composição corporal em comparação com o placebo.

 

Artigo na íntegra: Zdzieblik et al. Collagen peptide supplementation in combination with resistance training improves boda composition and increases muscle strength in elderly sarcopenic men: a randomized controlled trial. British Journal of Nutrition. 2015; 114: 1237-1245

Suplementos alimentares devem conter bom estímulo visual, além de aroma e sabor mais intensos

Pacientes com ingestão alimentar abaixo das necessidades nutricionais que necessitam de suplementos alimentares normalmente apresentam inapetência e o uso de suplementos que tenham maior intensidade de sabor e doçura é interessante, pois esses indivíduos desnutridos têm menor palatabilidade, o que, consequentemente, reduz a ingestão alimentar.

O estudo publicado em 2014 na revista Semina: Ciências Biológicas e da Saúde observou que, suplementos com cor, aroma e sabor mais intensos são mais interessantes para pessoas com doenças infecciosas agudas ou agudizadas.

O estudo explica que os suplementos alimentares são indicados quando a ingestão alimentar não supre as necessidades do organismo, situação mais frequente em pacientes com doenças infecciosas e crônicas, pois, nessas condições, o gasto energético aumenta, enquanto o apetite diminui.

Os resultados mostram que, as características sensoriais deveriam ser mais intensas, uma vez que pacientes em processos infecciosos apresentam anorexia transitória, o que reduz a vontade de comer. 

Leia o artigo na íntegra em: http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/seminabio/article/view/16953/16230.

Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)

Nutrição na alta hospitalar

 

A orientação da alta hospitalar tem como objetivo iniciar a reeducação alimentar no paciente diminuindo assim o risco de reinternação por motivos nutricionais. O planejamento da alta hospitalar é importante porque traz benefícios para os pacientes, profissionais de saúde e cuidadores.

Pacientes que recebem orientações de nutrição enteral, ao voltarem para a casa devem continuar a terapia conforme a prescrição do nutricionista responsável, sempre observando os seguintes cuidados:

 

1. Lembrar de lavar bem as mãos com água e sabão neutro e preferencialmente secá-las com papel toalha;

2. Elevar a cabeceira da cama em 15 cm durante a administração da dieta;

3. Manter o paciente nessa posição por 30 minutos após o término da administração;

4. Antes de iniciar a dieta lavar a sonda com 20 mL de água (usando a seringa);

5. Encaixar o frasco com a dieta e o equipo a sonda do paciente e iniciar o gotejamento;

6. Administrar a dieta em temperatura ambiente com o gotejamento conforme a prescrição nutricional;

7. Quando terminar a administração da dieta, lavar a sonda com 20 mL de água (com auxílio da seringa); 

 

No entanto, o seguimento de cuidados no ambiente domiciliar depende, em grande parte, das orientações recebidas na alta hospitalar. Essas orientações compreendem ações programadas de acordo com as necessidades de cada paciente. Assim, um programa de alta visa auxiliar a recuperação do paciente, minimizar inseguranças e proporcionar melhor qualidade de vida familiar e social, bem como prevenir complicações e/ou comorbidades e evitar reinternações.

Relação Pele Intestino

 

Mais de 70 anos se passaram desde que os dermatologistas John H. Stokes e Donald M. Pillsbury propuseram um mecanismo gastrointestinal para a sobreposição entre depressão, ansiedade e condições da pele, como a acne. Os pesquisadores hipotetizaram que os estados emocionais podem alterar a microflora intestinal normal, aumentar a permeabilidade intestinal e contribuir para a inflamação sistêmica. Entre os remédios defendidos por Stokes e Pillsbury estavam as culturas de Lactobacillus acidophilus. Muitos aspectos dessa teoria unificadora da pele do cérebro foram recentemente validados. A capacidade da microbiota intestinal e dos probióticos orais para influenciar a inflamação sistêmica, o estresse oxidativo, o controle glicêmico, o conteúdo lipídico dos tecidos e mesmo o próprio humor, podem ter importantes implicações na acne. Leia mais no artigo mencionado a seguir, onde é fornecida uma perspectiva histórica para as investigações contemporâneas e as implicações clínicas da conexão do intestino-cérebro-pele na acne.

Whey Protein Isolate - Praticidade e Segurança na medida certa

 

Whey Protein Isolate é uma fonte de proteínas de alto valor biológico, obtida a partir das proteínas do leite. Apresenta alta solubilidade em água, excelente digestibilidade e não altera o sabor dos alimentos. Contribui para a manutenção e aumento da massa muscular, melhora o balanço nitrogenado; atua na síntese proteica e no sistema imune. Indicado na prevenção e tratamento de fraqueza adquirida em ambiente hospitalar, sarcopenia e desnutrição.

 

Por ter sua apresentação em forma de sachê, apresenta como benefícios praticidade de uso a “beira do leito” e otimização de rotinas e processos de manipulação. É extraído por elevado processo tecnológico de isolamento de proteínas envolvendo ultrafiltração, microfiltração e nanofiltração e possui 92% de proteína de alto valor biológico com baixa dosagem de sódio.

 

Recuperação do Paciente Cirúrgico - Imunonutrição

 


O preparo do paciente deve ser feito de forma precoce e continuar durante e pós cirurgia. Para isso, é importante uma equipe multidisciplinar para avaliar o paciente como um todo. A avaliação do estado nutricional faz parte do planejamento operatório e muitas vezes se torna neglicenciada fazendo com que haja uma dissociação entre recomendações de estudos e a prática clínica.

Para ajudar na imunonutrição desse paciente pós trauma cirúrgico, principalmente pós cirurgias de grande porte, onde a resposta inflamatória é maior, alguns nutrientes específicos são utilizados para modular essa resposta inflamatória e promover a síntese proteica, como a Arginina, os Ácidos Graxos Ômega 3 e os Nucleotídeos. Esses nutrientes agem estimulando o sistema imunológico, responsável pela defesa do nosso organismo aos agentes agressores. 

A Arginina aumenta a atividade dos linfócitos e macrófagos, assim como, participa da síntese de óxido nítrico e da síntese de colágeno agindo direto na cicatrização. Em relação aos Ácidos Graxos Ômega 3, principal moduladores da resposta inflamatória, os mesmos alteram a composição da membrana celular e a produção de citocinas, além de participarem da síntese de mediadores inflamatórios, como leucotrienos, prostaglandinas e tromboxanos. Já os Nucleotídeos apresentam relação com a produção de DNA e RNA.

Existem evidências de que se atuarmos no pré e pós operatório, esse paciente terá redução de complicações infecciosas e de feridas operatórias; redução do tempo de internação hospitalar e custos, além disso, redução dos níveis dos marcadores inflamatórios (PCR e IL-6). Dezesseis meta-análises e revisões sistemáticas em pacientes cirúrgicos nos últimos 20 anos tem demonstrado vantagens do uso de uma dieta imunomoduladora  pré e pós operatória.

Hoje em dia, encontramos nos Guidelines para cirurgia recomendações de uso de fórmula imunomoduladora na redução de infecções, tempo de internação hospitalar e de outras complicações em pacientes submetidos à cirurgias.