Avaliação do risco de desenvolvimento de desnutrição em crianças hospitalizadas

 

 

O risco de desnutrição é potencialmente elevado em crianças hospitalizadas por diversos motivos, onde os mais relevantes são pelo aumento das necessidades energéticas, pela redução do apetite, pelo uso de drogas e pela dieta negligenciada.  Quanto mais precocemente for identificado o Risco Nutricional, a chance de reversão da desnutrição aumenta e o tempo de internação diminui.

Um estudo recém publicado na revista Nutrition, investigou a prevalência de risco de desnutrição em pacientes pediátricos usando como ferramentas de triagem nutricional STRONGkids (Screening Tool Risk on Nutritional Status andGrowth) e PYMS (Pediatric Yorkhill Malnutrition Score). Os objetivos apresentados pelo estudo, foram:

1. Verificar o estado nutricional, através de medidas antropométricas, no momento da admissão e identificar fatores relacionados;

2. Determinar mudanças antropométricas durante a hospitalização e comparar essas alterações com as características do paciente;

3. Determinar os resultados das ferramentas de triagem de PYMS e STRONGkids e combiná-los com as medidas antropométricas e com os fatores que os afetam durante uma internação hospitalar.

Participaram do estudo 1513 crianças internadas em 37 hospitais, de 26 cidades de diferentes regiões da Turquia, onde tiveram suas medidas antropométricas coletadas na admissão e na alta hospitalar. Após a coleta das medidas antropométricas, o Z-score para altura para a idade, Z-score peso para a idade, Z-score peso para a altura e Z-score índice de massa corporal para a idade foram avaliados.

Foi encontrado um Z-score < -2 para IMC para a idade em 9,5% da amostra na admissão. Quanto ao índice de peso para a comprimento/altura, 11,2% da amostra estava em Z-score < -2. Segundo STRONGkids, a proporção de pacientes portadores de doenças crônicas com alto risco nutricional foi maior do que de pacientes com médio e baixo risco (91% comparado com 47 e 45%, respectivamente). Segundo PYMS, pacientes com alto risco nutricional têm mais doenças crônicas do que pacientes com médio ou baixo risco (55 e 44%, respectivamente). Todos os pacientes foram triados através das duas ferramentas descritas no trabalho. Em ambas, pacientes com doenças crônicas apresentaram alto risco nutricional e longa permanência hospitalar. Acreditasse que esse resultado seja em consequência da maior frequência de complicações em pacientes com doenças crônicas, pelo maior tempo de hospitalização e pelo fato do estado nutricional ter sido negligenciado.

Assim, mostrando a importância da triagem Nutricional em todos os pacientes internados, independente do motivo de sua internação e patologia.

 

Fonte: Beser, et al. Evaluation of malnutrition development risk in hospitalized children. Nutrition. November 29, 2017.

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